Não nos deixem a sós

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Cansada de tentar expelir minha dor através de maneiras ineficientes, decido render-me a única coisa capaz de acalentá-la. Reduzo-me a palavras.
Ouço as gotas de chuva caindo lá fora. Restos de uma tempestade. Todos já fecharam as portas do mundo real mas eu ainda estou com a janela aberta, à espreita dos demônios que costumam atormentar-me.
Mas eles não se escondem mais embaixo da cama. Nem dentro do guarda-roupa. Quem dera. Quem dera.
É no momento em que todas as luzes se apagam que a minha se acende. Se engana quem pensa que eles gostam do escuro. Eles apenas permanecem na sombra. Esperando a hora certa.
Ao som de Leave out all the rest, observo compenetrada o teto do meu quarto. Como se ali estivesse contida a fórmula química para acalmar minha mente perturbada e hiperativa.
Estou tão absorta que não ouço quando o primeiro chega sorrateiramente. Ele deixa a sombra que o meu coração faz em meu peito, e caminha de mansinho até minha mente caótica.
Ele sussurra calmamente e delicadamente tudo o que eu sinto. E vai embora.
Logo mais, o segundo aparece rastejando por entre minhas entranhas. Deixando o túmulo no qual o enterrei noite passada. Ele diz claramente tudo o que eu faço de errado. E vai embora.
Passam-se alguns minutos, e eu ingenuamente acreditei que a procissão havia chegado ao fim.
De supetão, entretanto, o mais feroz dos demônios consegue quebrar as grades de aço que o prendem, e vai sem delongas até minha mente debilitada e confusa. Ele grita para que todos os meus neurônios o ouçam. Nenhum sai ileso. Ele grita a solução. Ele ludibria a todos. Distorce situações, pessoas e sentimentos. Faz tudo o que ele diz parecer tão… Certo. E vai embora.
Tudo o que permanece sou eu. Eu e meu pior demônio. Você deve saber qual é.


P.s.: Me desculpem por ter “abandonado” o blog nessa última semana. Mas eu estou com problemas graves na família e por isso estou sem tempo e cabeça para escrever. Então, durante esse período os posts serão mais raros e bem intercalados. 😉

O balanço

Linguagem adolescente

O balanço estava vazio. Perdido em meio a desolação. A corda que lhe dava suspensão já não entoava mais o seu rangido característico. Tantas coisas mudaram naqueles últimos tempos.
Antes, lá costumava haver crianças. Costumava haver vento acariciando faces. Costumava haver “Mais alto, vovô!”. Costumava haver joelhos ralados. Costumava haver vida.
Mas agora o coitado do balanço vive o desalento que é ser esquecido e abandonado.
O mato cresce alto ao seu redor e o balanço clama por misericórdia.
Clama por afago.
Mas parece que ninguém está mais disposto a ouvi-lo. Não há mais tempo para o miserável balanço.
Certo dia passam pelo velho balanço pai e filho. O menino admirado indaga ao pai:
– Pai, o que é aquela coisa?
– Ah, meu filho, aquilo é um brinquedo do tempo do seu avô.
– Brinquedo? Mas o que é isso?
– Não diga que não lhe ensinaram nas aulas de história? Mas é um absurdo. Além, de eu ter que pagar um valor exorbitante de mensalidade, eles não são nem capazes de ensinar deliberadamente a história do país, do mundo!
E seguem os dois estrada adiante. O menino ainda abismado e o pai irritado com a falta de profissionalismo da escola do filho em pleno ano 2100.

Apenas pessoas

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Pessoas vivem como se fossem imortais
Quando são apenas reles demais

Pessoas vivem como se fossem de ferro
Quando, na verdade, são feitas de carbono e mistério 

Pessoas vivem vivendo atrás de dinheiro
Quando tudo o que precisam é de um amor de dia inteiro 

Pessoas se preocupam demais
Quando são apenas, seres reais.

3, 2, 1… É ano novo!

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Envolta pelo teto estrelado da Terra, sua mente viaja para longe, muito longe. Ela viaja até as profundezas de sua memória. Passando por diversas estações, parando em algumas, passando reto por outras. Contudo, ela começa a perder o controle da direção, sendo deixada de lado por sua própria mente voluntariosa. Sente calafrios ao perceber o rumo que a danada está tomando. Uma parte que ela resolveu enterrar no solo mais úmido e no breu mais escuro de sua alma. Mas é para lá que sua mente insiste em ir. Insiste em desenterrar o que ela tanto lutou para fingir que nunca aconteceu.
Mas como uma luz infernal que fica piscando incessantemente em frente aos seus olhos, a lembrança insiste em retornar.
Suspira. Deixa a brisa levar a sua angústia e olha para lua em busca de apoio, de conselho. Ela, toda majestosa, rainha da noite, ignora todas as suas lamúrias. Conta as estrelas, conta até dez, conta carneirinhos, se perde em todas as tentativas.
Sua cabeça parece estar prestes a explodir e uma pontada de dor em suas têmporas a faz parar de resistir. Que seja.
Pega um trem direto para aquele primeiro de janeiro. É sugada e surrada por tamanho realismo apresentado pela cena.
3,2,1…CABUM!
Era ano novo há poucas horas. Toda a baboseira de comer lentilhas, chupar uvas, vestir-se de branco, fazer a contagem regressiva na beira da praia, estourar fogos de artifício, fazer promessas que não serão cumpridas, pular as malditas sete ondas e o resto daquele blá blá blá haviam passado. O que restava agora eram tios vagando embriagados pela casa, crianças correndo suadas por todas as direções (onde desliga?) e as tias reclamando a todo vapor dos tios bêbados, na cozinha.
Tudo dentro do script. Tudo normal. Não, nem tudo. Esse ano algo estava diferente. Algo fora quebrado. Algo mais forte do aparentava e mais frágil do que deveria. O estrago era irreversível.
Em meio aquele estressante cenário ela só queria desabar, gritar, socar e chorar até seus canais lacrimais esgotarem todo o estoque que por tanto tempo fora poupado. Mas o principal é que ela precisava sair correndo ou desabaria ali mesmo, no meio da sala de estar. Foi o que ela fez. Correu como se sua vida dependesse daquilo- talvez dependesse. Sem nem sequer importar-se com o fôlego que já lhe abandonava. De fato, ela precisava largar a vida sedentária.
A praia estava vazia, todos os felizes embriagados já haviam se rendido ao cansaço e os sons ensurdecedores acompanharam seus senhores.
Ela grita para o céu, para o mar, para a lua, para as estrelas e para quem mais ousar existir. Malditos seres sem empatia. Simplesmente lhes deram as costas. Como se estivessem ocupados demais.
Senta na areia, enche uma das mãos com um punhado de areia e deixa os grãos escorrerem por entre seus dedos metodicamente, e de novo e de novo e de novo.
Arranca as excruciantes roupas brancas e mergulha toda a sua dor na água salgada. Sua avó costuma dizer que a água do mar ajuda a cicatrizar feridas. Não custa tentar.
Ela nada freneticamente. Mais fundo e mais fundo e mais fundo. Até desaparecer em meio às ondas. Até desaparecer em meios às estrelas. Até desaparecer em meio a sua dor. Até…Desaparecer.
3,2,1…CABUM!
Naquela noite ela morreu.
Não, ela ainda está respirando. Mas nunca encontraram sua outra parte. A parte que ela perdeu naquele noite. Uma tragédia. Uma tragédia que nenhum jornal reportou, nenhum delegado investigou e nenhum padre uma cerimônia realizou.
Por quê?
Não sei, isso ela não quis me contar. Ela me disse apenas que o culpado está foragido. E ela… Ela vive a sua morte todos os dias. Todos os dias.

Com licença, pois ela está deixando a caixa

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Ela nasceu assim, meio errada, meio esquisita, meio perturbada. Seus pais não entendiam, fora criada com tanto amor e carinho.
Na escola isso lhe causava problemas e vergonha para a família. Enquanto as outras crianças eram a massa, a garoa e o normal, ela era apenas ela, a garota que carregava um tsunami de ideias só suas por onde ia. Ela era o desconhecido. E as pessoas não costumam aprovar aquilo que não conhecem, ou o que não conseguem controlar.
Mãe, leve sua menina até a clínica “Siga a regra e seja feliz. Fora da caixa nunca mais!”, e não se demore, era o que dizia a professora.
Sua mãe, preocupada que só, tratou de levar a menina.
Sinto muito, senhora. Mas sua menina apresenta um sério quadro de opinião própria, um câncer de ideias e está em coma devido ao excesso de personalidade. Nós fizemos o possível, mas não há cura, ela sempre viverá fora da caixa. Diz o médico preocupado.
Seus pais não se conformaram. Utilizaram-se de outros métodos, não desistiriam de sua menina. Passaram a proibi-la de dar suas escapadelas ao tal mundo. E sua mãe lhe entoava na voz mais sedosa: Querida, pare de sair da caixa, não vê que esses devassos não lhe são boa companhia, olhe como vivem, somente sabem questionar, você não quer ser assim. Seus pais, dependentes da alienação, na sua essência ignorante acreditavam ser esse o melhor para sua menina, queriam apenas protegê-la. Pois quem rebelava-se contra a massa era tarjado como imoral, promíscuo e afins.
A menina obediente que era parou de questionar a mãe, apesar de nunca ter engolido aquele fraco argumento de uma mulher cansada, cujos sonhos foram adiados por sua chegada.
Então como mandava a mãe, juntou-se ao cardume e deixou-se levar pelas ondas. O mar-sociedade fazia dela o seu brinquedinho. E ela deixava.
Assim foi por muito tempo.
Até que um dia, eis que ela entra por engano no barco da rebeldia. E um misto de aflição, confusão e questionamentos a invadem. Ela sangra até purificar-se. Sua essência vem à tona com força total. Revoltou-se. Encontrou-se.
Logo, iniciou-se o processo de exclusão e reclusão. Na escola, todos mantinham distância da garota esquisita que perambulava com seu coturno preto e surrado. Em casa, os pais apenas lançavam-lhe olhares piedosos e de reprovação.
Todos sentiam pena dela, mas o que eles não sabiam é que o sentimento era recíproco.
Mesmo sozinha, ela nunca sentira-se tão completa, tão eufórica, tão ela, em toda a sua existência. Sentia-se feliz e livre por onde quer que passasse com seu tsunami de ideias vindo logo atrás. Era livre para questionar, e como questionava! Era feliz por poder assumir sua real face, sem mais se esconder do mundo e de seus cruéis julgamentos. Ela pensava em mudar o mundo, falava de corrupção, questionava estereótipos. Essa era ela, menina de atitude, que não se deixava intimidar e muito menos se influenciar. Que banalizava o que para o resto era tido como essencial. Tinha alergia a mesmice dos que a rodeavam, da sua simplória existência.
Ela agora vive à sua maneira. A errada. Pois se o certo é ser normal, esqueça, porque o errado foi feito sob medida para ela. Ah, e com licença pois ela está deixando a caixa. De vez.

Zumbi

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Ela vaga indiferente por uma estrada que encontrou em uma das tantas guinadas da vida. Vira em uma esquina e encontra uma bifurcação. Sem pensar muito escolhe aleatoriamente uma delas e vai seguindo lentamente enquanto trilha um caminho que não é seu.

Sua mente anuviada não recorda-se mais da última vez em que foi a guia da sua própria jornada. Mas o fato é que ela não é mais. Ela apenas observa. Por detrás das duas janelas verdes da sua casa. Ela apenas se encontra lá, absorta demais para tomar as rédeas. Ou apenas melancólica demais. Então ela se deixa levar pela maré, apenas observando a vida passar.

Anda, corre, para, senta e retoma. Ela é assim, agora ela é. Desligou sua humanidade quando percebeu que não aguentaria mais, e trancafiou os sentimentos dentro de uma caixinha de gelo. O pobre do coração. Vive como uma zumbi, não entende, não questiona, não pensa. Encontra percalços, desvia, mas ela não se importa. Não mais.

Entretanto, enquanto percorre o caminho da desilusão acaba por deparar-se com um despenhadeiro, em meio à neblina. Um clássico “quase”.

Um quase fim. Um quase recomeço. Um quase idílio. Uma quase solução.

Tentador. Será?

Não!

Ela para, olha para baixo, mas tudo que vê é escuridão. Escuridão. Um calafrio lhe percorre. Ela costumava ser corajosa. Dizia em alto e bom som não temer a escuridão, muito menos o que haveria de ter lá. Agora, ela sente pavor. Pavor porque agora ela sabe o tipo de criatura que busca resguardo nas trevas. Criaturas como… Ela. Só que nem sempre foi assim.

Qual seria o contrário do escuro? Ela não rememora mais, porém, parte de seu corpo se excita a mera menção.

Clic.

Uma fraca chama se acende. Se acende e descongela parte do coração petrificado. Um sentimento apenas consegue fugir da prisão de gelo. Mas já é o bastante. Esperança.

Quem sabe nem tudo esteja perdido. Quem sabe ainda não haja tempo para ela se encontrar. Quem sabe ainda não haja um meio de liberar tudo aquilo que ela tanto quis reprimir um dia. Quem sabe. Será?

Decide dar meia-volta. Dar meia-volta e encontrar o seu caminho. Não, encontrar não. Fazer, pois caminhos são construídos, a cada passo, a cada acerto, a cada erro e a cada escolha. E ela escolheu, ela escolheu recomeçar.

Todavia, o caminho de volta é sempre mais difícil. E ela não consegue encontrar uma saída. O breu a envolve de maneira sufocante, e as estrelas disseram que ela não é mais digna de seu brilho. E talvez ela não seja mesmo…

A única coisa que ela sabe é que está se afogando em meio ao mar de suas lágrimas. Ela não dispõe de muito mais tempo. Precisa ser rápida, é o que constata com sofreguidão.

Ora, olhe onde estamos, amigo, dois pontos verdes fazendo verter o tal do azul.

Será que valerá tanto esforço? Ela está tão cansada… E a praia parece estar tão distante, talvez ela nem seja mais benemerente…

Não?
Não…
Não.
Não!

Ela é!
Ela está pronta.
Ela desliga os aparelhos. Não vai mais depender deles para respirar, para viver.

Enche-se de fôlego e começa a refazer o caminho. Ela corre e foge e anda e nada. E acaba sempre no mesmo lugar. O despenhadeiro.

Íngreme e convidativo. Não.

Ela está farta de apenas constatar de maneira fatídica: quem me dera ser eu a responsável pela minha própria felicidade. Pode não ser hoje, mas um dia ela será. Ela sabe disso.

Reúne todas as suas forças remanescentes e segue, sempre em frente. E a cada passo vacilante, mas confiante, ela derrete, ela se permite, ela se renova. Seu coração ainda ressentido e ressabiado, expulsa de vez os inquilinos e em um salto de fé, reinicia a sua delicada sinfonia, gradual e lentamente. Há sangue pulsando em suas veias. Há esperança. Há sentimentos. E pelo que depender dela, zumbi não mais. Não mais!

Queria

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Queria ser água para a sua sede matar.
Queria ser remédio para as suas dores curar.
Queria ser roupa para o seu frio evitar.
Queria ser açúcar para a sua vida adoçar.
Queria ser gps para o seu caminho guiar.
Queria ser sol para o seu dia iluminar.
Queria ser cama para o seu cansaço levar.
Queria ser sorvete para o seu calor amenizar.
Queria ser flor para o seu dia perfumar.
Queria ser música para a sua noite alegrar.
Queria ser café para a sua sonolência dispersar.
Queria…
Eu queria. Queria mesmo. Talvez esse tenha sido o meu erro.
Querer ser tudo para alguém que, na verdade, não queria nada de mim.

Garota de metal

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Garota de metal. Não sente, não sonha, não chora. É indiferença. Não fala, não conta, não diz. É silêncio. Não é meio, nem começo, nem fim. É canto. Não dança, não canta, não ri. É sarcasmo. Não é feliz, nem alegre, nem presente. É ausência. Não escuta, não ouve, não quer. É insensível. Não é primavera, nem verão, nem outono. É escuridão. Não corre, não brinca, não foge. É séria. Não é rosa, nem verde, nem azul. É preto.

Garota de metal. Anda por aí com sua armadura, dizendo ser racional, dizendo não se importar.

Inatingível e impenetrável por fora.

Garota de metal. Que finge, que omite, que esconde. Que enamora, que ama, que cuida.

Frágil e triste por dentro.

Garota de metal. Titânio por fora. Manteiga por dentro.

Sete dias

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Primeiro dia. Sinto o cheiro do café vindo da cozinha. Abro a janela e o dia já amanheceu. Checo as horas e me arrasto para o banho. É lá que a realidade me dá um tapa na cara em vias de água quente. Desvio. Penso em nada enquanto penso em tudo. Prometo a mim mesma que eu ficarei bem. Mas eu não fico. Dói. Dói como nunca doeu. Mas eu resisto. Eu sobrevivo.
Segundo dia. Acordo com os berros do meu despertador. Atrasada. Levanto às pressas, e em meio à loucura de tentar me arrumar, quando disponho de poucos minutos… A ficha finalmente cai. Acabou. A dor me atinge como um soco no estômago. Mas eu resisto. Eu sobrevivo.
Terceiro dia. Acordo mais cedo que o necessário, só para poder desfrutar de um banho mais longo. Resolvo permitir-me. Como nascentes que deságuam em rios, lágrimas escorrem pelos meus olhos. Mas eu resisto. Eu sobrevivo.
Quarto dia. Hoje o dia amanheceu chovendo. Mas dias chuvosos têm lá o seu charme. Parece até estar em sincronia com minha alma. Chove cá, chove lá. Mas a chuva que ontem era um aguaceiro, hoje se tornou garoa. Mas eu resisto. Eu sobrevivo.
Quinto dia. A vontade insana de ficar na cama, já não me acomete. Entretanto, pego-me “fuçando” o celular em busca de uma mensagem de “bom dia”. Força do hábito. É o que eu repito para mim mesma infinitas vezes. Mas eu resisto. Eu sobrevivo.
Sexto dia. Hoje eu acordei com uma mensagem sarcástica em meu celular . “É amanhã”. Deleto. Levanto-me descompassada, desequilibrada e uma enxurrada de dúvidas caem sobre mim. Não, já chega! Eu sei que tomei a decisão correta. Uma lágrima fria e solitária escorre lentamente pelo meu rosto. Mas eu resisto. Eu sobrevivo.
Sétimo dia. Acordo menos decidida do que gostaria. Chacoalho as mãos em frente ao rosto numa infrutífera tentativa de afastar tais pensamentos.
São 11 horas da manhã quando finalmente consigo reunir nas partes mais esquecidas de minha alma, a coragem necessária para encarar esse novo dia. Coloco o meu vestido favorito e passo o meu batom mais chamativo. Encaro por longos minutos a minha própria imagem no espelho. E eu sei exatamente o que fazer.
Sete dias. Sete dias se passaram desde o dia em que tivemos nossa última conversa. Sete dias foi o que ele me pediu, para que eu refletisse quanto a minha decisão. Sete dias desde o dia em que ele me disse que eu não iria suportar, que eu não levaria nem uma semana sequer para procurá-lo, que eu não sobreviveria.
E agora, cá estamos, sete dias depois. Sete dias depois, e eu tenho as seguintes constatações. Ainda dói, mas eu suporto. Sobrevivi, ou melhor, vivi sete dias sem você, e quem vive sete, vive mais sete e depois mais sete. Além do mais, aprendi da maneira mais dolorosa possível que ninguém morre por amor, e não serei eu a exceção.
Mas você ainda parece incapaz de compreender.

Por quê?
Por quê?

Porque…
Porque tudo muda, até as estações do ano, mas você não! Você é sempre inverno, e acredite, eu já estou farta do frio. Pois saiba, baby, enquanto você é nevasca, eu sou a Antártida inteira.

Hello, future me

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Boa noite, galera!!!

Hoje eu vim aqui para compartilhar com vocês um site que eu descobri já faz um certo tempinho e que eu particularmente adorei.

Eu não sei vocês, mas eu sempre quis poder enviar algo para mim mesma no futuro. E como eu nunca tive a oportunidade de colocar algo em uma cápsula do tempo, que as pessoas costumam fazer junto com os amigos ou com a turma do colégio- minha turma finalmente resolveu que vai fazer no ano que vem 😃- sempre fiquei com aquela vontadezinha de fazer.

E então que num belo dia eu descubro esse site/aplicativo que permite que você envie cartas para você mesmo no futuro, o nome é FutureMe. Fiquei felizona e logo tratei de enviar vários textos contando para mim mesma o que estava acontecendo naquele período da minha vida, sem contar com as várias perguntas que eu fiz para minha eu do futuro haha. Enviei textos para vários períodos diferentes, daqui a 3 anos, depois 5, 10 e por aí vai. E pretendo continuar mandando. É super divertido, além do que, essas mensagens possibilitarão que você se lembre exatamente do modo como você se sentia e o que estava acontecendo anos atrás. Porque é inevitável, você vai acabar esquecendo daquele dia que em que você estava na escola e na hora do recreio conversou com sua amiga sobre seu sabor de torta favorito. A gente acaba deletando, e dando ênfase naqueles momentos que julgamos mais “importantes”.

E o mais legal é que ele é bem parecido com um e-mail mesmo sabe, dá até para anexar fotos, mas ela tem que ser tirada ali mesmo. Ah, e você também pode ler cartas de outras pessoas, porque tem uma opção de enviar sua carta em modo público ou privado. Se enviada no modo público ela será mostrada no mesmo dia em que você receber e ela será postada em anônimo. Tem carta de tudo quanto é lugar lá e você lê de tudo hahaha.

Ele está disponível em forma de aplicativo e online também. No entanto, o aplicativo é pago no iOS, quanto a Android eu não sei.

Ele está disponível no link: https://www.futureme.org

Então, enquanto não surge nada que permita enviar mensagens para o passado, o jeito é mandar para o futuro mesmo haha.

Espero que gostem.

Beijinhos!!!

Mentirosos

Boa noite, galera!!!!

No post de hoje eu vou falar sobre a minha leitura mais recente: Mentirosos.

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O livro conta a história de quatro jovens. Candence, Mirren, Johnny e Gat. A trama se passa quase toda na ilha dos Sinclair, família da qual Candence, Mirren e Johnny fazem parte. Os três primos e Gat- um amigo da família, principalmente da Candence, se é que me entendem haha- foram apelidados pelos outros membros da família Sinclair como Mentirosos, porque todos os anos aprontavam poucas e boas enquanto passavam as férias de verão na ilha. Porém, tudo muda quando certo dia, Cadence, a neta primogênita da família, foi encontrada sozinha e inconsciente na praia, com um provável traumatismo cranioencefálico. Esse lhe proporcionou fortíssimas enxaquecas e uma amnésia seletiva, fazendo com que ela se esquecesse completamente do que aconteceu antes e durante o seu acidente. Então, dois anos depois, Cadence retorna à ilha em busca de todas as  respostas para os mistérios que envolvem o seu acidente.

Sério, eu amei amei e amei esse livro. Foi tipo um dos melhores livros que li nos últimos meses. Com certeza, ele entrou para a lista dos meus favoritos. Principalmente por tratar não só de um romancezinho clichê, mas por abordar temas polêmicos, como preconceito, família e dinheiro.

Eu nunca tinha lido nenhum livro dessa autora, e até fiquei meio receosa, mas olha, ela me surpreendeu. A maneira que ela vai desenrolando a história, detalhe por detalhe proporciona uma leitura super gostosa. Dá vontade de não parar de ler até chegar ao fim, só pra descobrir o que acontece, já que cada capítulo que passa te deixa mais curioso ainda.

Então, pra quem está afim de ler um livro diferente e que prenda do início ao fim, pode parar de procurar, porque você já encontrou. Eu mega recomendo, vocês não vão se arrepender. Qualquer coisa podem me cobrar depois hahah.

O livro está disponível em vários sites, como Submarino e Saraiva e tem um precinho bem acessível. Acredito que ele esteja disponível em quase todas as livrarias físicas do país também. Agora vou parar por aqui pra não acabar dando spoiler hahah

Essa foi a minha dica de leitura de hoje, e aí, gostaram? Algum de vocês já leu? O que acharam? Pretendem ler?

Beijinhos!!!

Cai

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Caindo.
Caind…
Cain…
Cai…
Cai!
Estava chovendo no dia em que te conheci. Só não lembro se a chuva que caía provinha do céu ou do que criaturas poéticas costumam chamar de janelas da alma. Quem sabe dos dois. Quem sabe. Mas agora isso pouco importa, já que parece ser uma realidade tão distante e impalpável. Enfim, chovia, e bastante.

E foi no meio daquela torrente de raios e trovões que você apareceu, montado em seu cavalo branco, pronto para salvar sua donzela. Ofereceu-me um guarda-chuva e um lenço. Recuei. Desconfiei. Você disse que tudo bem, que eu não precisava temer. Mas eu deveria, ah se eu soubesse… Mas eu não temi. Confiei. E fui!

Ambicioso, primeiro você conquistou minha visão, com sua beleza instigante e arrebatadora. Ele era de fato encantador. Confiei. E fui!

Caindo.

Aos poucos você ludibriou minha audição, tecendo suas enormes teias de promessas e planos para o futuro. Falou de para sempre. Deu-me sua palavra. Confiei. E fui!

Caind…

Mas você queria mais. Tocava-me sempre que podia. Tocava-me olhando em meus olhos, para que o visse; tocava-me dizendo juras de amor ao pé do ouvido, para que o ouvisse. Ardiloso, se utilizava daquilo que já havia conquistado. Confiei. E fui!

Cain…

Em meio aos abraços já conquistados, senti seu perfume. Não, não um perfume daqueles que se compra, mas o seu próprio perfume. A essa altura já era irreversível. Como beija-flores estão para flores, eu estava para ele. Confiei. E fui!

Cai…

Não obstante, ele deu-me o golpe final. Em meio às margaridas, de mãos dadas, no mais gracioso dos gestos, ele conseguiu. Senti seu gosto pela primeira vez. Eu não conseguia deixar de pensar que atrás de mim fogos de artifício estavam sendo estourados, de tão mágico que era aquele momento ao meu parecer. Entreguei-me por inteira àquela nova sensação, à ele. Naquele momento ele me tinha por completo, com direito aos cinco sentidos, corpo e alma. Tudo. Confiei. E fui!

Cai!

Eu cai. Cai no seu charme. Cai nas suas promessas. Cai no seu corpo. Cai no seu cheiro. Cai no seu gosto. Cai em você! Só que você não me ajudou a levantar.

Me dá a mão

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Vem. Vem ser meu guia na escuridão. Vem ser minha luz, minha lanterna. Vem e me dá a mão. Não me abandona mais não, porque eu não quero mais ficar sozinha. Vem me encontrar comigo, eu faço o trabalho pesado, não se preocupe.

Ei, espero que você não se importe com isso, porém saiba que eu fujo dos estereótipos em quase tudo, mas você logo se acostuma. Eu também não sou de falar muito, mas veja pelo lado bom, eu sou uma ótima ouvinte. Enquanto a gente trilha o nosso caminho, vai me conta mais, como foi o seu até achar o meu. Mas me conta devagar, o caminho é longo. E não conta tudo não, eu adoro mistérios, então me deixa te desvendar.

Vem ser meu amigo, psicólogo, ficante e amante. Não tenho muita coisa pra oferecer, mas eu posso te alugar meu coração, enquanto você estiver afim de morar nele. Mas já vou avisando que nem sempre tudo é tão calmo, espero que você goste de um agito. Ah, qual é, deixa eu ser o furacão da sua noite estrelada, deixa eu colorir o seu mundo preto e branco, deixa eu mudar os móveis de lugar, deixa eu misturar sua vida na minha, só para variar um pouco.

Você me deixa te bagunçar? Eu prometo que arrumo ao sair. E deixo você me bagunçar também.

Era da tecnologia?

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Vivemos na era da pressa tecnologia, da falta de tempo informação ao alcance das mãos e da falta de comunicação comunicação eficaz e rápida. Uma era em que a vida se resume em postar a melhor foto e ter o maior número de seguidores e curtidas.

Há alguns dias, estava eu humildemente respondendo um questionário no cursinho de inglês, quando uma colega soltou a seguinte frase: ” Professora, eu não sou ‘popular’ na vida real, só na internet, então eu respondo o quê?”. A partir de então comecei a pensar no assunto e cheguei a conversar com uma amiga sobre isso e ela me confessou que várias vezes em que saiu para baladas, por exemplo, afirmou nas redes sociais que havia se divertido horrores, quando na verdade ela havia ficado sentada e completamente entediada durante toda a festa, apenas esperando o horário da carona para ir embora. Então isso me leva a concluir que as pessoas não estão mais realmente vivendo para si, para terem uma boa vida, para serem pessoas felizes e realizadas, mas sim para poder ostentar mais tarde na internet como possuem vidas maravilhosas e perfeitas.

Aposto que muitos de vocês já devem ter sentido aquela pontinha de inveja ao visitar o perfil de um amigo ou conhecido, certo? Sempre que eu ia dar uma “passada” no Instagram ou Facebook eu ficava me perguntando, poxa será só a minha vida é assim tão chata? Porque quando eu comparava a minha realidade com a das pessoas que eu seguia realmente eu me sentia bastante frustrada. Todos têm inúmeros amigos verdadeiros, namorados lindos e fiéis e uma família unida e sem problemas. Custei a perceber que essas pessoas que adoram mostrar aos outros o quanto são felizes, na maioria das vezes são as mais infelizes. O melhor amigo é falso, o namorado trai com a vizinha, os pais estão se separando e o irmão mais velho é drogado. Amplifiquei um pouquinho a situação (risos), mas segue a lógica.

Se você é essa pessoa, tudo bem, eu te desculpo, não tenho nada contra você. O que eu não entendo é o que irá mudar na sua vida ficar anunciando aos quatro ventos tudo o que acontece com você- ou não. Talvez seja por causa da sensação de superioridade, sei lá, para que pessoas como eu se sintam infelizes com as suas vidas perfeitamente normais e cheias de problemas. Talvez.

Mas isso me leva a outra ponto. Pode ser que toda essa perfeição que é a sua vida seja mesmo real. Mais um motivo para você não anunciar ao mundo tudo o que acontece nela. É como dizem “O que ninguém sabe ninguém estraga”.

Mesmo com tudo isso que escrevi se você continuar com essa necessidade ensandecida de postar tudo o que acontece na sua vida, vá em frente, eu continuarei não te entendendo. Ah, e antes que vocês venham com tochas e tridentes até a minha casa, sim, eu acho muito legal quando as pessoas compartilham alguns momentos especiais das suas vidas, o que eu estou dizendo aqui é quando é em excesso, viu galera?

Se você chegou até o fim desse texto, muito obrigada!!!! Isso quer dizer que ainda existem pessoas nesse mundão afora que arrumam um tempinho no meio de suas loucas rotinas para procurar conteúdos que falam exatamente do que acontece em suas loucas rotinas.

Beijinhos!!!

Então faça tudo

desconhecido

Ele fica tão lindo quando está dirigindo. Os músculos dos braços enrijecidos ao segurarem firme o volante, os olhos atentos por trás dos óculos escuros e o maxilar retesado como sempre fica quando ele está concentrado.

Era um fim de tarde qualquer num dia de verão qualquer, todas as janelas do carro estavam abertas e o vento trazia consigo uma leve maresia, que fazia com que nossos cabelos alçassem voo rumo à liberdade.

Encostada no banco, em meio a esse cenário comecei a pensar na vida, e em tudo o que ela me deu e levou nesses 18 anos. Começando por ele, esse Deus em forma de homem que apareceu na minha vida quando eu menos esperava. Quem diria que eu iria conhecer o amor da minha vida em uma quarta-feira à noite, quando meus amigos praticamente me obrigaram a gazear as aulas da faculdade para ir até a inauguração de um Pub, no centro da cidade. E pensar que eu quase não fui. A vida é mesmo engraçada!

Devo ter suspirado um pouco alto demais, pois nesse momento ele me encara com aqueles lindos olhos verdes e aquele cabelo loiro bagunçado cobrindo a cada cinco segundos os seus olhos, por causa do vento, e ele sorri, um sorriso meio debochado meio brincalhão, o meu preferido, aquele que só consegui encontrar nos seus lábios.

O rádio está ligado e começa a tocar minha música preferida, já um pouco velha, mas ainda sim a minha preferida. Eu aumento o volume e canto, eu canto alto e com toda a minha alma, pois nesse momento eu me sinto feliz, completa e até me atrevo a dizer, infinita. Mas não pense que isso se deve a esse cara ao meu lado, vai além disso, e muito.

O que faz com que eu me sinta tão feliz agora foram algumas coisas que a vida me ensinou ao longo dos anos. Eu aprendi a deixar de ser futurista, sim, parar de pensar que eu serei feliz no futuro e começar a ser feliz desde já, até porque um dia hoje já foi o meu futuro. E sabe, nem é tão difícil. Duvida? Qual é, vamos lá: primeiro pare de se esconder da vida, solte os cabelos, vá para mais baladas, beije quantas bocas quiser, fique bêbada, dance até o amanhecer, pare de evitar o espelho quando você se despe para tomar banho, esqueça mais vezes o guarda-chuva e tome aquele banho de chuva que você nunca teve coragem por medo de ficar resfriada, tire um tempo para ver o pôr-do-sol e a lua, viaje sem um destino, faça novos amigos, novos namorados, novos amantes. Diga FODA-SE para opinião alheia, se preciso coloque um cartaz em neon na sua testa com esses dizeres, mas faça e faça tudo!

Jogue a máscara no lixo e vá viver sua vida e seja feliz, porque a vida não é uma música que podemos apertar no replay quantas vezes quisermos. Portanto, faça hoje tudo que você programou fazer daqui a dez anos, porque não se sabe se esse dia sequer chegará. É como diz aquela famosa frase, cujo autor não me recordo: ” Por que deixar para amanhã o que se pode fazer hoje?”.

Além do mais, um meteoro pode atingir a Terra hoje, então pergunte a si mesmo, você morreria feliz?

Rastros na areia

desconhecido

Pés cansados, rastros na areia e lembranças, muitas lembranças- que atormentam, amedrontam e alegram.

A chuva bate forte na janela, o céu está escuro e a rua está vazia.

A monotonia de um dia chuvoso traz à tona pensamentos soturnos e obscuros, que em dias normais encontram-se enterrados nas mais profundas entranhas da alma.

Pensamentos que fazem questionar e reviver. Que fazem com que percebamos que da mesma maneira que as gotas d’Água escorrem pelo vidro, sem que alguém possa fazer algo para impedir, a vida esvai-se por entre os nossos dedos, como um punhado de areia.

Amores não vividos, palavras não ditas, sabores não provados e olhares evitados. Do que irão adiantar tantas privações no momento em que restar apenas um grão de areia ao qual se agarrar?

Gosto de pensar que vivemos uma meia-vida, cheia de regras, dizeres e temores. Uma meia-vida insuficiente e incompleta, que nos faz muitas vezes querer deixar de vivê-la. Restringimo-nos demais, boicotamos a nós mesmos, inventamos regras que não existem. Entramos por livre e espontânea vontade numa prisão, tornando-nos reféns de uma cela sem chave e sem direito a habeas corpus.

E por quê? Porque temos medo de sermos felizes, de encontrarmos a felicidade plena e nos vermos sem mais nenhum objetivo de vida no bolso. Temos que parar de desviar o caminho, pois nunca saberemos se aquele pequeno desvio não acabou por custar a nossa felicidade. Siga sempre em frente, sem medo, arrisque-se! Pode ser que essa estrada seja uma rua sem saída, ou pode ser que essa seja a estrada para a sua felicidade. Na dúvida, vai. E não olha pra trás.

Uma vez que você der o seu último suspiro, pelo menos saberá que lutou com todas as suas forças para encontrar aquela coisa que todo mundo diz estar correndo atrás- ou fugindo. Aquela tal de felicidade que tantas pessoas falam, porém poucos conhecem.

Felicidade é quase uma lenda, vista por poucos, acreditada por muitos. Basta saber em qual equipe você deseja estar.

Deixa ir

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Deixa o vento levar. Deixa ele levar a dor, a angústia e o medo.

Liberte-se do que do que te amarra, livre-se do que te puxa para baixo e joga fora aquilo que te sufoca.

É preciso coragem para deixar ir aquilo que já te fez bem um dia, talvez uma amizade, um amor, um ficante, um gato ou um cachorro, pouco importa, dói na mesma proporção, sempre vai doer.

Um machucado cutucado e sempre reaberto não consegue se curar, porém, se deixado em paz, com o tempo restará somente uma cicatriz. É o que devemos fazer com aquilo que nos traz angústia e sofrimento, parar de insistir e deixar ir.

Sabe aquele seu moletom velho, que só ocupa espaço no seu guarda-roupa, mas você não consegue se desfazer por acreditar que um dia vai acabar precisando dele? Pare de bobagem, isso é desculpa para os acomodados que temem a mudança, que fogem dela, não seja essa pessoa, ou pelo menos não seja mais. Pegue esse moletom e doe, se não cabe mais na sua vida não quer dizer que não caberá na de outro alguém.

Aceite as mudanças de braços abertos, não se sinta incomodado, queira ela como nunca quis nada na vida. Aventuras, histórias e novas emoções moram nelas.

Renove-se, permita-se, pois aquele que nunca trouxe a mudança para sua vida nunca saberá do que abriu mão.

Vá em direção ao incerto, supere o medo do escuro e entre mais fundo ainda no breu da vida, deixe suas inseguranças para depois, vista o manto da coragem e siga em frente, sem olhar para trás, sem arrependimentos, sem dúvidas.

Evitar a mudança é uma morte terrível e lenta. Então… Deixa ir. E não deixa voltar mais.